“Parque da Cidade” de Lagos dá vida às muralhas

Programa POLIS

“Parque da Cidade” de Lagos dá vida às muralhas

Projectos urbanos fazem prognóstico de mudança para o concelho

Dora Agapito
11:47 sexta-feira, 28 setembro 2007

in: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=77360

Projecto e Fotografia por PROAP

A inauguração do “Parque da Cidade” de Lagos aconteceu ontem, 27 de Setembro, com a presença do secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Machado Ferrão, concluindo a segunda etapa do POLIS de Lagos, um programa de requalificação urbana e valorização ambiental financiado pelo Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.

O projecto POLIS de Lagos compreende intervenções em três zonas nobres da cidade: a área correspondente ao núcleo primitivo, a zona envolvente às muralhas e a Frente Ribeirinha, cuja empreitada se encontra em fase de concurso.

O “Parque da Cidade”

O “Parque da Cidade” está dotado de três zonas de utilização distintas: uma área de enquadramento com a muralha (que a partir de agora se encontra iluminada), uma zona central de clareira para uso livre e zonas de recreio informal e de prática desportiva.

As muralhas existem há mais de 500 anos “constituindo um capital de património que merecia já há muito tempo ser iluminado para que todos possam usufruir”, salientou com orgulho o edil lacobrigense. De referir que a intervenção se desenvolveu numa área de 42 mil metros quadrados, entre a Estrada da Ponta da Piedade, a Rua José Afonso, a Rua da Gafaria e a Rua do Biker.

Ao nível do estacionamento, Júlio Barroso adiantou que, no âmbito do projecto de intervenção, embora sem financiamento contemplado no âmbito do programa POLIS, “a construção do parque de estacionamento subterrâneo está a ser equacionada num quadro de parcerias público-privadas”.

Numa segunda fase, será também construído o edifício de apoio ao parque, para instalação da nova Biblioteca Municipal de Lagos.

O projecto de execução custou 153.527,50 euros e a empreitada teve um investimento de 1.756.666,43 euros. A comparticipação do programa POLIS foi de 3.740.984,00 euros, para as três intervenções.

Júlio Barroso apela ao prolongamento dos prazos previstos no PROTAL

O presidente da Câmara Municipal de Lagos alertou João Ferrão para o facto de a cidade estar em processo de planeamento de ordenamento do território “há já largos anos”, com planos que representam “o grande capital de mudança para Lagos”, nomeadamente o Plano de Pormenor do Chinicato, com o desenvolvimento da zona industrial da cidade, e o Plano de Urbanização de Lagos.

A preocupação do responsável prende-se com a não existência de um Plano Director Municipal e com o prazo limite imposto pelo PROTAL, que indica que os referidos planos têm de ser aprovados até ao final do ano, “levantando dificuldades de concretização”. O alerta foi para a revisão daquela data limite.

Em resposta ao apelo lançado por Júlio Barroso, o secretário de Estado descansou o autarca lacobrigense afirmando que o “governo não inviabiliza a existência de bons planos”, garantindo que “tudo faremos para que esses planos sejam concretizados”. Na sua intervenção, o responsável destacou também a importância da existência de parcerias público/privadas, “uma vez que os recursos públicos são escassos”.

Três projectos para a cidade

A requalificação da Frente Ribeirinha de Lagos, o URBCOM de Lagos e o Forum dos Descobrimentos foram os três projectos que o executivo municipal não quis deixar passar a oportunidade de dar a conhecer aos presentes, através de breves explicações realizadas pelos responsáveis pelos mesmos.

O URBCOM de Lagos visa a requalificação urbana da Rua 25 de Abril e da Rua Silva Lopes, artérias localizadas no centro histórico da cidade. Esta foi a medida permanente destinada à melhoria da mobilidade na cidade, apresentada no passado Dia Europeu sem Carros, 22 de Setembro.

A requalificação da Frente Ribeirinha, desde o edifício do Tribunal até ao Jardim da Constituição, aposta na relação histórica da cidade com a água. A estratégia de actuação tem como base a alteração do perfil da Avenida dos Descobrimentos e do plano de mobilidade do centro histórico da cidade. Um parque de estacionamento subterrâneo está a ser equacionado para a zona.

O Forum dos Descobrimentos, em vias de concretização, assenta em três pressupostos: o forte reconhecimento internacional relativamente ao período dos Descobrimentos, a aposta na cidade em se afirmar como capital dos Descobrimentos e a necessidade de criação de um espaço único a nivel nacional de estudo, investigação e divulgação da história dos Descobrimentos.

Quatro componentes constituem este Forum: a restauração da Casa da Fogaça que vai albergar um Centro de Ciência Viva ligado à temática da técnica e ciência dos Descobrimentos; a transformação do actual edifício dos Paços do Concelho no Centro do Forum dos Descobrimentos; a articulação do edíficio dos CTT e da PT na lógica do projecto; e a criação de uma estrutura idealizada pelo arquitecto Oscar Niemeyer, com a actividades ligadas aos Descobrimentos. Rui Loureiro, responsável pelo projecto, adiantou a ideia “mais arrojada” de contruir uma ponte pedonal que faça a ligação entre este último núcleo do Forum e a margem oposta.

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